O novo governo de Cabo Verde, quase a completar 100 dias desde a sua posse, é descrito como disruptivo, rompendo com práticas anteriores e buscando inovação. Há uma ênfase na autoridade do primeiro-ministro, que acumula a pasta das Finanças, distanciando-se da estrutura de poder anterior. O governo é composto por figuras menos conhecidas na política, mas próximas do primeiro-ministro, o que sugere uma captura do partido por forças populistas. As mudanças na administração pública e em institutos do Estado refletem essa tendência, com nomeações de familiares próximos. A relação com instituições e a relutância em seguir procedimentos democráticos são notórias, testando a solidez da democracia. A delegação de competências do primeiro-ministro ao ministro da Administração Interna sobre o Sistema de Informação da República é vista como problemática, pois os serviços de informação devem servir a república e não o governo. A sociedade reagiu fortemente a essas questões, que podem representar riscos para o sistema democrático.
Política
Pela via da disrupção populista




