No dia em que se assinalam 102 anos sobre o nascimento de Amílcar Cabral, centenas de pessoas percorreram as ruas de Lisboa, integrando a 3ª Grandi Marxa Cabral, convocada por coletivos antirracistas e pan-africanistas. Sob o lema “Em Defesa da Terra i pa Vida: Reconhecer, Reparar, Descolonizar”, os manifestantes destacaram a luta contra o racismo, colonialismo e todas as formas de opressão. No Largo de São Domingos, foi lida e aprovada a III Declaração Panafricanista de Lisboa, que enfatiza a interconexão entre a luta pela liberdade e a defesa da natureza. A declaração menciona que o continente africano continua a suportar os custos de uma crise ecológica sem precedentes, e critica a cumplicidade das potências imperialistas na exploração dos recursos africanos. Os subscritores da declaração afirmam que a história mostra que África é uma das principais vítimas da crise climática, e que a luta pela terra e pela vida é essencial para a libertação total dos povos.