O primeiro-ministro estreou-se hoje na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU), onde defendeu o reforço do multilateralismo, a justiça climática e uma maior representatividade de África nas instituições internacionais. Ele discursou em língua cabo-verdiana e apresentou Cabo Verde como uma nação consciente das suas vulnerabilidades insulares. O primeiro-ministro reiterou o compromisso do país com a Carta das Nações Unidas e o respeito pelo direito internacional, alertando que não há paz sustentável sem erradicação da pobreza e inclusão social. Francisco Carvalho também abordou os desafios do terrorismo e da criminalidade na região africana, defendendo que a paz exige prevenção e cooperação. Ele urgiu a modernização da estrutura da ONU e a reforma do Conselho de Segurança para assegurar uma representação equitativa do continente africano. No plano ambiental, destacou as alterações climáticas como uma questão premente de justiça para os Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, sublinhando que os países que menos contribuem para a crise não devem suportar os seus impactos mais severos. O primeiro-ministro também enfatizou a educação como prioridade nacional, colocando-a no centro da estratégia de desenvolvimento.
Política
ONU: Primeiro-ministro estreia-se na Assembleia Geral a defender reforma do Conselho de Segurança e justiça climática




