A carta enviada por familiares de presos no Campo do Tarrafal contém quatro pedidos: o reconhecimento da utilização do campo entre dezembro de 1974 e julho de 1975, a sua integração no discurso museológico e científico, a inclusão da memória e testemunhos dos presos, e a garantia de que qualquer apoio internacional observe os princípios da verdade histórica e da memória inclusiva. O processo de candidatura do campo a património mundial está em andamento junto da UNESCO. Os familiares, que assinaram a carta, destacam que não pretendem reescrever a história, mas sim que a história seja contada por inteiro, mencionando que muitos cidadãos cabo-verdianos foram detidos sem condenação durante a transição do regime colonial para a independência. A omissão do período de 1974-1975 na documentação do museu motivou a iniciativa de enviar a carta, com o objetivo de corrigir essa omissão.