A reprodução de cães, inicialmente vista como uma forma de preservar raças, tornou-se uma prática comercial que levanta questões éticas e de saúde. Activistas, como Adelaide Monteiro, alertam que o 'útero de cadela não é emprego', enfatizando que os animais não devem ser tratados como fontes de rendimento. O veterinário Madueno Cardoso destaca a necessidade de regulamentação e os riscos associados a gestações sucessivas sem acompanhamento médico. A exploração comercial, motivada pela ganância, resulta em cuidados inadequados e pode levar a complicações graves, como a piometra, uma infecção uterina potencialmente fatal. A diferença entre criação responsável e exploração é clara: enquanto criadores éticos asseguram bem-estar e assistência médica, a exploração foca apenas no lucro, frequentemente em condições precárias. Além disso, a falta de critérios nos cruzamentos pode transmitir problemas de saúde e comportamento às futuras gerações. Adelaide Monteiro apela a uma mudança na percepção social dos animais, rejeitando a ideia de que sejam meros objetos de decoração ou mercadorias.