Orlando Araújo, detido em 1974, e Miguel Lopes Araújo relatam suas experiências de detenção no Campo do Tarrafal, pedindo reconhecimento por prisões sem justificativa. Orlando menciona que cerca de 25 pessoas foram detidas no Fogo por ligações à União dos Povos das Ilhas de Cabo Verde, após a revolução de 25 de Abril de 1974 em Portugal. Ele e outros foram levados inicialmente para a prisão do Fogo e depois para o Tarrafal, onde permaneceram por meses. Orlando destaca a falta de alimentação adequada e a indiferença das autoridades durante uma greve de fome. Miguel, que também foi preso, relata que não cometeu crime algum e que sua detenção foi resultado de curiosidade sobre a UPICV. Ambos pedem reconhecimento do Estado pelo sofrimento e injustiça que enfrentaram.