Pela segunda vez desde a sua admissão como Estado-membro das Nações Unidas, o kabuverdianu fez-se ouvir na Assembleia Geral, onde predominava o português. O discurso histórico de um ex-primeiro-ministro em kabuverdianu em 2011 visava romper com o monopólio da língua portuguesa. Desde então, houve tentativas de oficialização do kabuverdianu, mas o processo não foi concluído. O atual Primeiro-Ministro, ao falar em kabuverdianu, expressa uma soberania que tem sido definida como popular. A soberania linguística é uma questão importante, pois permite que o país se projete no mundo com voz própria. O gesto do Primeiro-Ministro não é apenas um retorno do kabuverdianu à ONU, mas também uma reaproximação do pensamento de Amílcar Cabral, que não tinha sido mobilizado de forma substantiva em discursos anteriores.
Política
O que pode o kabuverdianu? Cabral e a Soberania de pensar e falar na nossa língua




