A intervenção de um chefe de Governo na Assembleia Geral das Nações Unidas deveria ser apreciada pela sua substância, mas o debate começou antes do acontecimento, com previsões de fracasso. A presença e a fala em língua cabo-verdiana geraram polémica, revelando uma contradição sobre a aceitação do crioulo como património cultural versus sua utilização em contextos políticos. A discussão expôs a dificuldade de uma sociedade em reconhecer plenamente o seu próprio valor e a diferença entre crítica democrática e desvalorização nacional.
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Quando o crioulo chega às Nações Unidas: Identidade, diplomacia e os complexos de um país

