O artista plástico Mito Elias, radicado em Melbourne, Austrália, desde 2013, reflete sobre como a oralidade crioula e a experiência da diáspora influenciaram sua linguagem artística. Ele começou sua relação com as artes plásticas na infância e considera a arte uma forma de existência e pensamento. Mito Elias destaca a importância da escola Ar.Co em Lisboa, onde aprendeu a olhar para a criação artística de novas maneiras. Ele introduz o conceito 'Mare Calamus', que representa uma intersecção entre escrita, desenho, pintura e memória, enfatizando a relação entre o mar e a escrita na experiência cabo-verdiana. A oralidade crioula é central em seu trabalho, e ele vê a memória como uma 'matéria viva', em constante reconstrução, refletindo a cultura cabo-verdiana que valoriza a voz e a narrativa.
Cultura
ENTREVISTA/Mito Elias: “Cabo Verde está em mim como uma espécie de paisagem interior”




