Paulo Veiga, presidente do Movimento para a Democracia (MpD), classificou os primeiros 100 dias do Governo do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) como de 'profunda desorganização'. Durante uma conferência de imprensa, ele expressou preocupações sobre a crise energética na ilha do Fogo, o aumento dos preços dos combustíveis, e a situação difícil enfrentada por agricultores e pescadores. Veiga criticou a falta de um plano alternativo para garantir o fornecimento de energia durante a manutenção da central de João Pinto e destacou a necessidade de mecanismos para limitar o impacto dos aumentos de preços sobre as famílias e empresas. Ele também questionou a redução do investimento na agricultura prevista no Orçamento do Estado para 2027 e pediu um plano de emergência para o setor. O MpD apresentou quatro propostas concretas ao Governo, incluindo planos de reserva para manutenções elétricas e apoio financeiro para transportadores e pescadores. Veiga afirmou que o partido não pretende impedir o Governo de governar, mas espera explicações sobre as opções do Orçamento, especialmente nas áreas da agricultura e energia.