No panorama da filosofia contemporânea, Habermas apresenta-se como uma figura axial na renovação do pensamento político, jurídico, social e ético, introduzindo novos conceitos e métodos. Ele revive a arte do debate que marcou pensadores antigos e medievais, mas o espaço público para um pensamento crítico é reduzido quando as redes são usadas para propagar ideias infundadas. O Iluminismo, que defendia que o saber deveria ser público, pressupunha um público informado e crítico. Hoje, a construção do conhecimento é delegada à inteligência artificial, sem exigir pensamento próprio. A educação atual foca mais na capacitação tecnológica do que na reflexão crítica, e o sistema de ensino tem reduzido o espaço das humanidades em favor das ciências. O ideal humanista e a orientação para os direitos humanos estão em retrocesso diante de uma nova visão do ser humano como ser digital.
Habermas e a Razão Comunicativa




