A diáspora cabo-verdiana é uma parte constitutiva da Nação e deve ser considerada na sua arquitetura política. A Constituição já prevê a representação da diáspora na Assembleia Nacional, com seis deputados eleitos de círculos fora do território nacional. Apesar de 72.051 eleitores inscritos na diáspora, apenas 27,8% participaram nas últimas eleições. É necessário questionar se a diáspora tem canais suficientes para participar nas decisões políticas. A proposta é criar uma instituição nacional representativa da diáspora, que possa influenciar políticas de emigração, educação, cultura e outros temas relevantes. Essa instituição poderia ser chamada Parlamento da Diáspora ou Conselho Nacional da Diáspora, com um mandato claro e capacidade de intervenção no debate público.