O artigo analisa as dificuldades enfrentadas pelos media privados em Cabo Verde, destacando a tentação de criar novas soluções sem avaliar as existentes. O Fundo de Apoio ao Desenvolvimento do Setor da Comunicação Social, criado em 2015, e o regime de incentivos de 2018 são mencionados como iniciativas que visavam a sustentabilidade e competitividade das empresas de comunicação. Apesar dos incentivos financeiros, o artigo questiona o impacto real desses fundos na modernização das empresas e na criação de empregos. A proposta de um novo Fundo de Desenvolvimento dos Media é vista como uma oportunidade para expandir projetos jornalísticos independentes, mas levanta a necessidade de avaliar o que aconteceu com o fundo anterior. Além disso, o artigo critica a estrutura institucional da ARC, que atribui incentivos aos mesmos órgãos que regula, sugerindo que isso pode não ser a melhor abordagem. A discussão sobre a sustentabilidade dos media privados também envolve a presença da RTC no mercado publicitário e a necessidade de reavaliar o papel da concessionária pública de rádio e televisão.