O artigo analisa a necessidade de uma nova Constituição para Cabo Verde, destacando que a atual pode não ser suficiente para os desafios do futuro. A discussão deve ir além de simples revisões e focar na construção de um novo pacto constitucional que reflita as mudanças sociais, econômicas e tecnológicas desde 1992. O autor argumenta que Cabo Verde já não é o mesmo país de 1992 e que a Constituição deve ser capaz de governar novas realidades, como inteligência artificial e direitos digitais. A proposta é que a sociedade cabo-verdiana inicie um debate nacional sobre a refundação constitucional, reconhecendo que uma democracia madura não deve esperar por crises para repensar suas instituições.
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