Os relatórios do portal Infoescolas indicam que alunos de língua portuguesa enfrentam altas taxas de retenção e dificuldades em concluir o 3.º ciclo sem chumbar, em comparação com estudantes de outras origens. Especialistas apontam que as barreiras socioeconómicas e os desafios de integração nas escolas públicas portuguesas são fatores decisivos. A maioria dos estudantes com ascendência cabo-verdiana está na Área Metropolitana de Lisboa, onde 54% necessitam de apoio financeiro. Os dados mostram que apenas 77% dos alunos cabo-verdianos concluem o 1.º ciclo em quatro anos, em comparação com 94% dos alunos portugueses. No 2.º ciclo, 83% dos alunos cabo-verdianos completaram o ciclo no tempo esperado, inferior à média dos alunos autóctones. A situação é ainda mais crítica no 3.º ciclo, onde apenas 60% dos estudantes da Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe completaram o percurso sem chumbos.
Alunos cabo-verdianos entre os piores da lusofonia




