A assistente social Nadine Monteiro, fundadora da Fundação Boa Esperança, alertou sobre as dificuldades alfandegárias em Cabo Verde que estão a desmotivar a solidariedade da diáspora e a limitar o apoio às famílias vulneráveis. Os entraves têm dificultado a chegada de donativos, como mil kits escolares retidos desde Julho, levando-a a deslocar-se dos Países Baixos a Cabo Verde para tratar do desalfandegamento. A fundação, que começou a mobilizar doações após o regresso de Monteiro a Cabo Verde, já desenvolveu ações em várias ilhas e pretende alargar a sua intervenção, mas enfrenta desafios com processos alfandegários. Além da distribuição de bens, a Boa Esperança visa reforçar o apoio psicológico e a promoção da saúde mental, especialmente para mães solteiras e mulheres vítimas de violência. A organização também planeia estabelecer parcerias com instituições locais para prevenir a violência e combater a pobreza entre gerações.