Um estudo da Afrobarometer sobre as perceções dos cidadãos em relação à saúde e aos direitos sexuais e reprodutivos mostra que 75% dos cabo-verdianos consideram justificável a interrupção da gravidez quando a vida ou a saúde da mulher está em risco. A percentagem cai para 59% nos casos de violação ou incesto, 36% por dificuldades económicas e 27% quando a gravidez é indesejada. O relatório também destaca que 89% dos inquiridos defendem que as mulheres devem ter autonomia para decidir sobre o casamento e 86% acreditam que devem poder decidir sobre a maternidade. Além disso, 93% apoiam que as raparigas possam continuar os estudos mesmo após engravidar. A maioria dos participantes (95%) acredita que as escolas devem ensinar educação sexual, e 90% defendem o acesso a métodos contracetivos independentemente do estado civil.
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75% dos cabo-verdianos aceitam o aborto quando a saúde da mulher está em risco, mas só 27% quando a gravidez não é desejada

