A reforma da governação da Radiotelevisão Cabo-Verdiana visava afastar a escolha direta dos administradores pelo Governo e incluir formas de participação dos ouvintes e telespectadores. Quase sete anos depois, a criação do Conselho de Utentes e do Provedor do Utente, previstos nos Estatutos da RTC, ainda não foi concretizada. O Conselho de Utentes, composto por vinte membros de diferentes setores da sociedade, deveria permitir a participação dos cidadãos na avaliação da programação e qualidade dos serviços. A ausência deste órgão impede a realização de uma avaliação anual do cumprimento do projeto estratégico. O Provedor do Utente, responsável por receber queixas e sugestões, também não foi nomeado, o que limita a mediação entre a RTC e os seus públicos. A existência de um Provedor poderia facilitar a apreciação crítica dos conteúdos e melhorar as práticas jornalísticas na RTC.
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A RTC e os limites de uma reforma (III) — Os cidadãos ficaram à porta
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