A sociedade cabo-verdiana revela um apoio expressivo à autonomia das mulheres e à educação sexual, mas mantém reservas significativas quanto à interrupção voluntária da gravidez. Um estudo da Afrobarometer indica que 95% dos cidadãos defendem que as escolas devem ensinar educação sexual aos jovens. Além disso, 93% apoiam a continuidade dos estudos das raparigas que engravidem ou tenham filhos. O apoio à autonomia feminina é evidente, com 89% a defender que as mulheres devem decidir por si próprias se e quando se casam, e 86% a considerar que devem ter autonomia sobre a maternidade. O acesso a métodos contracetivos também é amplamente apoiado, com 90% a favor da sua disponibilização. No entanto, quando se trata de aborto, o consenso diminui e é condicionado por circunstâncias específicas.