O artigo discute a obrigação do Estado de justificar decisões que afetam os direitos dos cidadãos, exemplificado pelo caso de um recluso na Cadeia Central de São Vicente que teve acesso a um computador portátil. A análise inclui comunicações de uma ministra da Justiça sobre o acesso ao computador, a suspensão desse acesso e as implicações legais e institucionais envolvidas. O texto enfatiza que a condição de recluso não elimina o direito à defesa e que a legislação cabo-verdiana permite a posse de um computador portátil, desde que não possibilite comunicação eletrónica não autorizada. A interpretação da norma deve respeitar os princípios constitucionais do acesso à justiça e das garantias de defesa.