A falta de acompanhamento especializado e o ‘bullying’ podem agravar as dificuldades enfrentadas pelas pessoas com gagueira, afetando a auto-estima e a integração social, alertou a delegada de Saúde de Santa Catarina. A ausência de um profissional de terapia da fala na Delegacia de Saúde condiciona o acompanhamento dos utentes com dificuldades na comunicação e limita o acesso a tratamentos na própria localidade. A delegada de Saúde destacou que as dificuldades podem comprometer a continuidade do acompanhamento, uma vez que a intervenção terapêutica pode exigir consultas regulares. Além disso, a exposição a comentários depreciativos pode levar crianças a se retraírem e evitarem falar em público, agravando suas dificuldades de comunicação. A delegada defendeu o reforço das ações de sensibilização nas escolas e junto das famílias, enfatizando a importância de ajudar as crianças a reconhecerem suas dificuldades sem vergonha. Ela também considerou que a afetacão de profissionais especializados nas estruturas de saúde representaria um passo decisivo para descentralizar os serviços e garantir uma resposta clínica célere.