O economista norte-americano Joseph Stiglitz, vencedor do Prémio Nobel de Economia de 2001, afirmou que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro nas eleições presidenciais brasileiras representaria riscos para a economia do país tanto no curto quanto no longo prazo. Stiglitz advertiu que as propostas de austeridade fiscal do candidato podem provocar queda do Produto Interno Bruto (PIB), aumento da desigualdade e redução dos investimentos públicos. Ele explicou que, caso Flávio mantenha a promessa de não cortar aposentadorias, os ajustes fiscais deverão atingir outras áreas do orçamento, como educação e programas sociais. Stiglitz também questionou o entusiasmo do mercado financeiro com o desempenho de Flávio Bolsonaro, afirmando que os investidores privilegiam ganhos imediatos sem considerar os efeitos de uma possível recessão. Ele avaliou positivamente os resultados económicos do governo Lula, mas criticou as elevadas taxas de juros praticadas no país. Além disso, denunciou a interferência dos Estados Unidos na política brasileira por meio das tarifas comerciais impostas pelo governo Donald Trump.