São Vicente parece estar a perder parte do seu património e a capacidade de organizar uma visão mobilizadora do futuro. Há sinais de degradação urbana, fragilização social e perda de referências coletivas positivas. A tempestade de agosto de 2025 agravou falhas antigas de planeamento e ordenamento, destruindo infraestruturas. A ilha exige reflexão suprapartidária para compreender por que razão não consegue converter a sua riqueza histórica e cultural em prosperidade e qualidade de vida. O crescimento económico não garante coesão social. A questão social exige investigação sobre um possível empobrecimento silencioso, escondido atrás de uma aparente vitalidade comercial. A normalização da anomia social e da indiferença perante o bem comum é preocupante, assim como as transformações familiares que exigem reflexão.
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