A juíza conselheira do Supremo Tribunal de Justiça, Zaida Lima, defendeu que a inteligência artificial (IA) deve apoiar, mas nunca substituir a decisão judicial humana. Ela alertou para os riscos de discriminação, vigilância massiva e violação dos direitos fundamentais, destacando que os sistemas de IA podem amplificar preconceitos presentes nos dados utilizados. Lima também abordou os impactos da automação no mercado de trabalho e a necessidade de literacia digital e inclusão social. Embora reconheça que a IA pode ajudar na organização de processos e análise de documentos, enfatizou que a compreensão das circunstâncias concretas e das motivações das pessoas não pode ser substituída por algoritmos. Ela defendeu que as decisões judiciais devem basear-se em factos provados e que Cabo Verde deve desenvolver capacidades nacionais para enfrentar os desafios da IA.