José Luís Hopffer C. Almada defendeu a oficialização da língua cabo-verdiana, mesmo que inicialmente de forma simbólico-política, e considerou urgente a sua introdução no sistema formal de ensino. Ele destacou que a valorização da língua exige a sua inclusão no ensino, criticando a proposta de adoção do pandialeto para a padronização da língua, que considerou insuficiente. Almada argumentou que a diglossia prejudica tanto a língua cabo-verdiana quanto a portuguesa, dificultando a aprendizagem das crianças. Ele sugeriu que o ensino das disciplinas em português seja precedido ou acompanhado por uma abordagem bilingue português-crioulo, o que poderia melhorar o domínio gramatical das duas línguas e prevenir a descrioulização da língua cabo-verdiana.