Yulia Navalnaya, uma opositora russa exilada, alertou que as ditaduras do século XXI estão a tornar-se mais inteligentes e astutas, cooperando entre si. Durante o lançamento do relatório 'Índice de Colaboração Autoritária', ela destacou que os regimes autoritários aprendem uns com os outros e exploram os sistemas financeiros e jurídicos dos países ocidentais. Navalnaya enfatizou a importância de uma análise séria e uma abordagem científica para combater esses regimes, que são considerados perigosos. O relatório, que avalia a liberdade política em 179 países, classifica Portugal, Brasil e Timor-Leste como democracias, enquanto Angola, Moçambique e Guiné-Bissau são considerados regimes plenamente autoritários. A Rússia e a China são identificadas como principais motores das redes de cooperação autoritária, com a Rússia fornecendo armas e formação a regimes africanos. Navalnaya expressou esperança de mudança política na Rússia, acreditando que a classificação do país como plenamente autoritário não será permanente.
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Opositora russa alerta para crescente colaboração entre ditaduras



