A jurista Lígia Fonseca alertou que uma democracia que não preserva a memória institucional corre o risco de tratar cada mudança política como se o país tivesse começado de novo. A declaração foi feita na abertura de um ciclo de conferências comemorativo dos 20 anos do Instituto Superior de Ciências Jurídicas e Sociais (ISCJS), onde destacou a importância do respeito pelos direitos dos cidadãos e a necessidade de preservar a liberdade e o pluralismo. Fonseca também lamentou a reduzida presença de instituições públicas e organizações da sociedade civil na cerimónia, considerando a solidariedade institucional fundamental para afirmar os valores da educação e da liberdade académica. A intervenção ocorreu após a suspensão da cedência definitiva de um imóvel estatal ao ISCJS, com o Governo justificando a decisão pela necessidade de rever prioridades e reduzir encargos.
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Lígia Fonseca alerta para riscos de uma democracia sem memória institucional




