A Federação de Jornalistas Africanos lançou um estudo sobre as condições de trabalho dos jornalistas em África, envolvendo 1.586 jornalistas de 45 países. O relatório, intitulado 'Jornalismo sob Cerco', revela que salários insuficientes, instabilidade profissional e ameaças estão a enfraquecer o jornalismo, restringindo o acesso à informação. A pesquisa mostra que 61% dos jornalistas afirmam que seus rendimentos não cobrem suas necessidades básicas, e 58% relataram atrasos no pagamento de salários. Além disso, 65% dos entrevistados sofreram ameaças ou intimidações relacionadas ao seu trabalho. O documento também aponta que 84% praticam autocensura e 69% evitam certas matérias devido a ameaças. Apenas 6% descrevem a liberdade de imprensa em seus países como 'muito livre'.