O artigo discute a insuficiência do sistema educativo de Cabo Verde, que carrega uma herança da sociedade escravocrata. Embora a educação tenha sido um instrumento de mobilidade social, a confusão entre escolarização e transformação nacional é um problema. A luta pela independência e a abertura democrática trouxeram avanços, mas a questão permanece: para que tipo de economia e sociedade estamos a educar? O autor defende a necessidade de uma educação que forme cidadãos livres e inovadores, capazes de pensar Cabo Verde como um laboratório de soluções exportáveis, em vez de um território dependente. É necessário substituir a pedagogia da espera pela da iniciativa e valorizar os professores, promovendo uma educação que inclua ciência, tecnologia e ética do trabalho.