O presidente da Associação Mindelact, Yannick Fortes, admite que a 32.ª edição do festival pode ser a última realizada nos moldes atuais devido à falta de financiamento, escassez de espaços culturais e ausência de políticas públicas estruturadas. Fortes destaca que o festival, que começa oficialmente a 2 de novembro, depende de um esforço da organização para assegurar os recursos financeiros necessários, enfrentando dificuldades para pagar artistas e profissionais envolvidos. Ele critica o modelo atual, que se baseia em sacrifício e trabalho voluntário, e defende a necessidade de políticas públicas que garantam financiamento estável para o setor cultural. Fortes menciona que a organização do festival nunca conseguiu atingir o orçamento desejável e que a situação reflete desafios enfrentados por grupos de teatro e coletivos artísticos em Cabo Verde. Ele conclui que a profissionalização da cultura é essencial e que a falta de valorização do trabalho cultural é desanimadora.