Várias organizações da sociedade civil guineense, incluindo movimentos cívicos da diáspora, exigiram a libertação imediata de civis e militares detidos arbitrariamente por motivos políticos, além do combate à impunidade e a reposição da ordem constitucional. As exigências surgem após uma reunião à margem de uma cimeira internacional sobre direitos humanos na Guiné-Bissau. Os signatários pedem também o cumprimento das decisões judiciais, respeito por julgamentos justos e investigações independentes sobre alegadas execuções sumárias e outras violações de direitos humanos. As organizações defendem um diálogo nacional e a reconstrução da confiança para superar a crise de confiança nacional. Além disso, pedem um pacto de estabilidade democrática e a reativação do Grupo dos Cinco para coordenar esforços de mediação e promoção da paz. A declaração foi emitida um dia antes da ordem do Alto Comando Militar para a libertação do general Daba Na Walna, que estava detido há um ano. O general foi libertado após o cumprimento de uma ordem do Supremo Tribunal de Justiça. O Alto Comando Militar, que governa a Guiné-Bissau, marcou novas eleições para dezembro, mas o primeiro-ministro de transição afirmou que não há condições para a realização do escrutínio nessa data.
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Sociedade civil da Guiné-Bissau exige libertação dos presos políticos

