Recentemente, o Ministro da Justiça anunciou um investimento de 35 mil contos para instalar, na Cadeia Central da Praia, uma unidade industrial destinada à produção de materiais para a construção civil. A fábrica pretende contribuir para a sustentabilidade do sistema prisional e reduzir os encargos públicos, suportando parte das despesas com alimentação dos reclusos e salários dos agentes. Além disso, o trabalho prisional é visto como um mecanismo de preparação para a liberdade e ressocialização. O trabalho produtivo dentro das cadeias não é novidade em Cabo Verde, com unidades já funcionando anteriormente. A discussão atual gira em torno da finalidade da produção e sua relação com a reintegração dos reclusos na sociedade.
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Uma fábrica dentro da prisão – que propósito?

