O debate na Televisão de Cabo Verde entre os candidatos às eleições presidenciais foi amplamente criticado por sua forma e conteúdo, sendo mais parecido com entrevistas do que com um verdadeiro debate. Os candidatos se envolveram em insultos e acusações, permitindo a ascensão de um discurso extremista. O termo “fascismo crioulo” foi mencionado, levantando questões sobre a legitimidade da candidatura de Gilson Alves, que foi avalizada pelo Tribunal Constitucional. Alves fez declarações extremistas, incluindo a intenção de ser um “presidente autoritário” e ameaças contra o atual presidente e jornalistas. A crítica se estende ao Tribunal Constitucional e à imprensa, que, segundo o artigo, contribuíram para a normalização desse discurso. A insatisfação coletiva e a emergência da extrema-direita na política cabo-verdiana são destacadas como preocupações significativas.
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O “fascismo crioulo” e a grave crise da “democracia liberal”

