O especialista em branqueamento de capitais Démis Rodrigues considerou real o risco de Cabo Verde entrar na lista cinzenta do GAFI, apontando atrasos no cumprimento de recomendações internacionais e fragilidades institucionais como principais fatores. Ele destacou a falta de estabilidade na direcção da Unidade de Informação Financeira, a não implementação da base de dados dos beneficiários efectivos e a demora na revisão da legislação sobre branqueamento de capitais. Rodrigues lamentou a ausência de representantes da UIF em um encontro regional e defendeu que a liderança do processo deve caber à Comissão Interministerial, com envolvimento da nova direcção da UIF. Entre as prioridades, ele mencionou o reenvio da proposta de revisão da lei de branqueamento de capitais e a implementação da base de dados dos beneficiários efectivos. O especialista acredita que Cabo Verde ainda tem tempo para demonstrar progressos e evitar a entrada na lista cinzenta.