O artigo analisa a transformação do marketing político através das tecnologias digitais, que não apenas transmitem informação eleitoral, mas também moldam expectativas e influenciam a formação de escolhas dos cidadãos. A discussão é impulsionada pelas declarações de Lula da Silva sobre a intromissão das plataformas digitais nas eleições brasileiras, levantando questões sobre o controle democrático do ambiente digital. A Polymarket, um mercado de previsão, ganhou destaque nas eleições norte-americanas de 2024, refletindo probabilidades de vitória que podem influenciar a mobilização e a cobertura mediática. A situação no Brasil destaca o poder das plataformas tecnológicas na circulação da informação política, e a necessidade de transparência algorítmica. Para Cabo Verde, um pequeno Estado insular, a vulnerabilidade a campanhas digitais externas é uma preocupação, levantando questões sobre a capacidade de identificar e prevenir manipulações que possam afetar a vontade popular.