Após as eleições de 2025 na Tanzânia, uma comissão de inquérito revelou que pelo menos 518 pessoas perderam a vida devido à violência que se seguiu aos resultados eleitorais. O presidente da comissão, Mohamed Chande Othman, indicou que entre as vítimas estão 490 homens e 28 mulheres, mas admitiu que o número pode ser revisto. A violência ocorreu após as eleições presidenciais e legislativas de 29 de outubro, que provocaram protestos reprimidos pelas forças de segurança. A oposição, liderada pelo partido Chadema, rejeitou as conclusões da comissão, considerando-a não independente e não imparcial, uma vez que inclui membros ligados ao governo. O vice-presidente do Chadema, John Heche, descreveu a repressão como massacres, estimando que o número de mortos pode ultrapassar 2.000, com mais de 5.000 feridos. Grupos de direitos humanos e testemunhas alegam que muitos dos mortos não estavam envolvidos nos protestos e criticam o uso excessivo da força pelas autoridades. Além disso, as forças de segurança são acusadas de bloquear a internet e de ocultar corpos em alegadas valas comuns, embora a comissão não tenha conseguido comprovar essas alegações. O governo minimizou a violência, com a Presidente Samia Suluhu Hassan afirmando que não houve uso excessivo da força. As eleições foram marcadas por forte contestação, e a chefe de Estado foi declarada vencedora com cerca de 98% dos votos, um resultado criticado por observadores internacionais.