A Agência Internacional de Energia (AIE) emitiu um alerta sobre as consequências da guerra no Médio Oriente, que impactará a produção de gás natural liquefeito (GNL) nos próximos dois anos. A AIE destacou que o mercado de GNL permanecerá restrito durante 2026 e 2027, em decorrência do conflito que teve início em 28 de fevereiro. Os bombardeios dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, apesar do cessar-fogo, têm gerado constrangimentos no estreito de Ormuz, afetando o transporte de gás e petróleo em escala global. Além disso, a AIE apontou que os danos nas infraestruturas de liquefação de gás do Qatar estão a agravar-se, o que poderá ter repercussões significativas no fornecimento de GNL. Contudo, a QatarEnergy anunciou que conseguiu exportar o primeiro carregamento de gás natural liquefeito em parceria com a ExxonMobil e a Golden Pass LNG, do Texas, Estados Unidos, evidenciando um esforço para mitigar os efeitos da crise. O relatório da AIE ressalta a fragilidade do mercado energético global e a necessidade de monitorar de perto a situação no Médio Oriente, uma vez que os desdobramentos do conflito podem afetar não apenas a produção de gás, mas também os preços e a segurança do abastecimento em diversas regiões do mundo.