O Código Eleitoral de Cabo Verde estabelece normas claras sobre a neutralidade e imparcialidade dos órgãos do Estado durante o período eleitoral. No entanto, a promoção pública de obras e iniciativas governativas tem sido observada, levantando questões sobre a interpretação da lei e a atuação do Governo. A recente tentativa de justificar a promoção de atos governamentais como 'convocação de eleições' é vista como uma manobra para contornar as restrições legais. A Comissão Nacional de Eleições (CNE) é chamada a agir, pois sua inação pode ser interpretada como cumplicidade. A falta de fiscalização adequada resulta em um ambiente eleitoral desigual, onde o partido no poder se beneficia de recursos públicos para promover sua imagem. Essa situação distorce a democracia e prejudica a equidade nas eleições. Os cidadãos estão cada vez mais conscientes das irregularidades, mesmo que não denunciem abertamente. O artigo conclui que a lei deve ser aplicada de forma justa e que a CNE deve cumprir seu papel de garantir um processo eleitoral equitativo.