As eleições legislativas de 2026, realizadas no domingo, 17, mostraram uma abstenção superior a 53%, um número que levanta preocupações sobre o envolvimento cívico no país. Com 1302 das 1333 mesas apuradas, apenas 189.800 dos 406.579 inscritos exerceram o seu direito de voto, resultando numa taxa de participação de 46,7%. A abstenção foi de 216.779, representando 53,3% do total de inscritos, enquanto os votos nulos e brancos foram de 1,1% e 1,4%, respetivamente. As regiões de Santo Antão, Maio e Santiago Sul destacaram-se com as maiores taxas de participação, enquanto as áreas da Europa e do Resto do Mundo apresentaram as menores. Algumas ilhas, como Fogo e Brava, registaram taxas de abstenção superiores a 50%, com Fogo a atingir 51,9% e África a 65,8%. Este cenário evidencia a necessidade urgente de iniciativas que incentivem a participação dos cidadãos nas eleições e no processo democrático. A elevada abstenção pode ser um sinal de desinteresse ou desconfiança nas instituições políticas, o que exige uma reflexão profunda sobre as causas subjacentes e as possíveis soluções para reverter esta tendência. O governo e as entidades responsáveis devem trabalhar em conjunto para promover a educação cívica e a importância do voto como um direito e dever de todos os cidadãos.