A Comissão Nacional de Eleições (CNE) em Cabo Verde refutou as acusações feitas pelo presidente do PAICV, Francisco Carvalho, sobre a sua atuação nas eleições legislativas. Em um comunicado, a CNE esclareceu que não possui poderes para investigar crimes eleitorais, limitando-se a encaminhar denúncias ao Ministério Público. A CNE também negou a responsabilidade pela produção de cadernos eleitorais, afirmando que essa tarefa cabe às Comissões de Recenseamento Eleitoral, conforme estipulado no Código Eleitoral. O órgão administrativo destacou que não tem competência para prender ou aplicar medidas coercitivas, e que já solicitou investigações sobre as denúncias relacionadas a ofertas de cestas básicas. A CNE enfatizou que as suas atribuições são restritas e que as alegações de Carvalho, que questionou a atuação da Procuradoria Geral da República e da CNE, prejudicam a credibilidade institucional do órgão. A CNE também se defendeu das acusações de que teria produzido um novo caderno eleitoral para permitir o voto de um candidato na Suíça, reiterando que não possui meios técnicos ou legais para tal. A Comissão considera importante a reposição da verdade pública para proteger a integridade de seus membros e a confiança nas instituições eleitorais do país.