A Procuradoria-Geral da República (PGR) em Cabo Verde emitiu um comunicado esclarecendo sua atuação diante das denúncias de compra de votos durante a campanha para as eleições legislativas de 2026. A PGR afirmou que agiu de acordo com a lei e dentro de suas competências constitucionais, respondendo a acusações mútuas entre partidos políticos sobre a distribuição de cestas básicas e dinheiro a eleitores. O comunicado destaca que, em 15 de maio, a Comissão Nacional de Eleições enviou um pedido de intervenção urgente ao Ministério Público e às autoridades policiais, mas a mensagem foi visualizada apenas em 18 de maio devido ao envio fora do horário normal de serviço. A PGR enfatizou que, conforme o Código de Processo Penal, a notícia de um crime deve levar à abertura de instrução, salvo exceções legais. Além disso, a PGR recordou que, em eleições passadas, denúncias de crimes eleitorais resultaram em processos que levaram a acusações e condenações, enquanto outros foram arquivados por falta de provas. A autonomia do Ministério Público é um princípio constitucional que garante que sua atuação seja independente e não sujeita a orientações externas. Por fim, a PGR reiterou seu compromisso com o exercício de suas competências de forma independente e objetiva, apelando à serenidade institucional e ao respeito pelas instituições judiciárias.