Zé Luís Martins, fundador do projecto Zé Luís Solidário, denunciou ter recebido ameaças durante o processo de transferência médica do adolescente Dário Silva para o Senegal. O caso gerou tensão entre o projecto e algumas instituições públicas, devido à controvérsia em torno da transferência para tratamento no exterior. Martins criticou a falta de colaboração das autoridades cabo-verdianas e afirmou que o Ministério da Saúde não tem informações sobre o estado atual do adolescente em Dakar. Desde março, a associação humanitária tem arcado sozinha com as despesas do tratamento do paciente, que passou por uma cirurgia de amputação do braço. O activista aguarda os resultados da investigação para esclarecer falhas no acompanhamento clínico e no processo de evacuação do paciente. Ele enfatizou que a vida deve ser preservada e que, apesar das dificuldades, o adolescente já não está em perigo de morte. Martins também fez um balanço das atividades do projecto, que já transferiu 82 pacientes para tratamento médico em Dakar, com apenas dois óbitos registados. O projecto, que surgiu em resposta à crise alimentar da covid-19, tem atuado em várias áreas, incluindo saúde e habitação, sempre com o objetivo de salvar vidas humanas.