O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) emitiu um alerta sobre a grave situação de milhares de pessoas no leste do Sudão do Sul, que estão a enfrentar perigos significativos devido à insegurança e ao aumento das deslocações populacionais. Desde dezembro, mais de 300 mil pessoas foram deslocadas no estado de Jonglei e áreas vizinhas, forçadas a abandonar suas casas devido a meses de combates intensos. O ACNUR também destacou que mais de 100 mil pessoas fugiram para a Etiópia, refletindo a gravidade da crise que afeta as comunidades locais. As consequências humanitárias são severas, com muitas crianças traumatizadas e separadas de suas famílias, além de relatos de violência sexual contra mulheres. Apesar de alguns deslocados terem retornado recentemente, a situação de segurança continua precária, e muitos encontram suas casas destruídas ou saqueadas. Isso os obriga a viver em condições precárias, como abrigos improvisados. O ACNUR alerta que a escassez de recursos e o financiamento insuficiente para a ajuda humanitária agravam ainda mais a situação. Com cerca de 2,4 milhões de refugiados sul-sudaneses na região e quase dois milhões de deslocados internos, a pressão sobre a capacidade de resposta humanitária é intensa. O ACNUR enfatiza que, sem ajuda imediata, milhares de famílias enfrentarão a estação das chuvas sem abrigo seguro e serviços básicos, colocando suas vidas em risco.