Hoje, centenas de estudantes de várias escolas secundárias reuniram-se na cidade da Praia para protestar contra a prova nacional de Matemática, realizada na semana passada. Os alunos afirmam que o exame teve um grau de dificuldade muito superior ao esperado, o que levou muitos a sofrerem ataques de pânico durante a sua realização. Durante o protesto, os estudantes exigiram a redução do peso da prova na classificação final, atualmente fixado em 30%. Arianna da Silva, uma das manifestantes, destacou que um único teste não deveria ter um impacto tão significativo na trajetória académica de um aluno. Ela e outros estudantes argumentam que a prova abordou conteúdos que não foram lecionados nas aulas, tornando a avaliação injusta. Além disso, a linguagem utilizada nas questões foi considerada inacessível, dificultando a compreensão dos exercícios. A situação foi ainda mais agravada pela suspensão da prova na ilha do Sal, onde se constatou que a maioria dos conteúdos não tinha sido ensinada. Este fato reforçou os argumentos dos manifestantes, que pedem uma revisão urgente da prova e dos critérios de avaliação. Os alunos estão preocupados com as consequências de uma classificação baixa nas suas candidaturas ao ensino superior e a bolsas de estudo. Apesar do descontentamento, os estudantes afirmam estar abertos ao diálogo e aguardam uma resposta das autoridades educativas. No entanto, se não houver mudanças, eles estão prontos para organizar novas manifestações, incluindo uma frente ao Palácio do Governo. O Ministério da Educação, por sua vez, defendeu a rigorosidade do processo de elaboração das provas nacionais.