O novo Governo búlgaro, liderado por Rumen Radev, anunciou hoje que irá suspender a ajuda militar à Ucrânia, argumentando que a única solução para o conflito é através de negociações. O ministro da Defesa, Dimitar Stoyanov, afirmou que a guerra na Ucrânia é uma guerra de desgaste e que a acumulação de armamento resulta apenas em perdas de vidas humanas. Radev, um ex-militar e eurocético, tem defendido desde o início da agressão russa a necessidade de diálogo com a Rússia. Stoyanov expressou ceticismo sobre o papel da União Europeia como mediadora, uma vez que a UE já prestou ajuda à Ucrânia. O novo governo búlgaro, que obteve uma maioria absoluta nas eleições legislativas de abril, contrasta com os anteriores governos que apoiaram a Ucrânia com o envio de munições e combustível. A indústria de Defesa da Bulgária aumentou a produção de munições de calibre soviético, que são utilizadas pela Ucrânia, e está envolvida em iniciativas europeias para o fornecimento de projéteis. Apesar das objeções de Radev, o parlamento búlgaro autorizou a entrega de veículos blindados de fabrico soviético à Ucrânia, refletindo a complexidade da posição búlgaro no conflito.