O Governo da República Democrática do Congo (RDCongo) atualizou os números do surto de ébola, reportando 291 mortes e 1.118 casos confirmados desde a sua declaração em 15 de maio. A epidemia, que se originou na província de Ituri, tem se espalhado para as províncias de Kivu do Norte e Kivu do Sul, além de afetar o Uganda e, mais recentemente, a França, onde foi diagnosticado o primeiro caso no país. Especialistas alertam que a magnitude da epidemia pode estar subestimada devido às áreas remotas e em conflito que estão sendo afetadas. A taxa de letalidade do surto é de 26%, com 408 doentes atualmente em isolamento ou hospitalizados. A Organização Mundial de Saúde (OMS) classifica o risco de propagação do vírus como elevado na África Subsariana e baixo globalmente, destacando a necessidade de medidas rigorosas para conter a transmissão. A OMS também declarou a epidemia uma emergência de saúde pública de importância internacional, dada a gravidade da situação. Este surto é considerado a terceira pior epidemia de ébola da história, com a OMS recordando que o pior surto anterior ocorreu entre 2014 e 2016 na África Ocidental, resultando em cerca de 11 mil mortes. O vírus é transmitido através do contato direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, causando febre hemorrágica grave e outros sintomas severos.