A República Democrática do Congo (RDCongo) atualizou o número de mortes causadas pelo surto de ébola para 304, conforme anunciado pelo Ministério da Comunicação e dos Media congolês. Com mais de 1.155 casos confirmados, a situação é alarmante, especialmente com 95% das camas hospitalares ocupadas, conforme relatado pelo diretor-geral do Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças, Jean Kaseya. O surto, que foi oficialmente declarado em 15 de maio na província de Ituri, já se espalhou para outras áreas, incluindo Kivu do Norte e Kivu do Sul. Especialistas alertam que a magnitude da epidemia pode estar subestimada devido à sua ocorrência em regiões remotas e em conflito. A Organização Mundial de Saúde (OMS) informou que a estirpe do vírus do ébola que está a circular tem uma taxa de letalidade entre 30% e 50%, e não há vacina ou tratamento autorizado disponível. Ensaios clínicos para dois medicamentos potenciais começarão em breve na província mais afetada. Além disso, o governo congolês impôs uma quarentena de 21 dias para viajantes de áreas afetadas, visando reduzir o risco de infecção e facilitar o rastreio de contatos. Este surto é considerado a terceira pior epidemia de ébola na história, com um impacto significativo na saúde pública na região.