Neste domingo, 28 de junho, o ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão denunciou os Estados Unidos por violarem o memorando de entendimento que visa o fim da guerra, após uma série de bombardeamentos norte-americanos na costa sul do Irão. Teerão classificou os ataques como uma violação da Carta das Nações Unidas e reafirmou que defenderá a sua soberania e integridade territorial. A resposta do Irão incluiu o lançamento de drones e mísseis contra alvos no Kuwait e no Bahrein, com a Guarda Revolucionária afirmando ter como alvo bases americanas. As tensões aumentaram após um ataque com drones atribuído ao Irão contra um petroleiro no estreito de Ormuz, levando os EUA a intensificarem os seus bombardeamentos. O presidente Donald Trump acusou Teerão de violar o acordo de cessar-fogo, enquanto o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, afirmou que o Irão tem controle absoluto sobre o estreito de Ormuz durante as negociações que se seguem. Araqchi também exigiu que os EUA pressionem Israel a retirar-se do Líbano, citando os ataques aéreos contínuos da entidade sionista. A situação permanece tensa, com o Irão a reiterar que qualquer intervenção externa só irá agravar a situação e atrasar a reabertura do estreito.