O surto de Ébola na República Democrática do Congo (RDCongo) tem mostrado um aumento alarmante, com o número de mortos a subir para 1.406 e 438 casos fatais reportados. Segundo o último boletim do Ministério da Comunicação da RDCongo, a taxa de letalidade é de 31,2%, com 609 doentes atualmente em isolamento ou hospitalizados. O governo está a intensificar os esforços de resposta, enviando veículos e ambulâncias, além de fornecer medicamentos e equipamentos de proteção. A taxa de rastreio de contactos atingiu 82,5%, e 192 pessoas conseguiram recuperar da doença. No entanto, o Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) alertou para os desafios que persistem, incluindo a prevenção e o acesso aos serviços de saúde, bem como a deteção de novos casos em áreas não identificadas. A disseminação geográfica do vírus exige uma investigação mais aprofundada para conter a epidemia. O surto foi oficialmente declarado a 15 de maio na província de Ituri, que faz fronteira com o Uganda e o Sudão do Sul, e já se espalhou para as províncias do Kivu do Norte e do Kivu do Sul. A epidemia também chegou ao Uganda, onde foram reportados 20 casos, com 15 deles associados à RDCongo, resultando em duas mortes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) avaliou o risco de propagação na África Subsariana como elevado, embora o risco global seja considerado baixo.