Os chefes de Estado e de Governo da NATO reuniram-se em Ancara para reafirmar o seu 'compromisso inabalável' com o artigo 5.º do Tratado do Atlântico Norte, que afirma que um ataque a um aliado é um ataque a todos. A declaração final da cimeira enfatiza a unidade e solidariedade entre os membros da Aliança, que é vista como fundamental para a paz e segurança dos cidadãos das nações livres e democráticas. Esta reafirmação surge num contexto de tensões recentes entre os Estados Unidos e a Europa, especialmente em relação à Gronelândia e à guerra no Irão, onde alguns países europeus se mostraram relutantes em ceder bases militares. Os líderes da NATO também destacaram a necessidade de aumentar os investimentos em defesa, com a meta de atingir 5% do PIB em defesa até 2035. Em 2025, os aliados europeus e o Canadá já aumentaram os seus investimentos em mais de 139 mil milhões de dólares. Durante a cimeira, foi anunciado um adicional de 50 mil milhões de dólares em novas aquisições, com um foco na modernização da Aliança e na colaboração com a indústria para acelerar a inovação. A declaração final sublinha que a dissuasão e defesa da Aliança dependem de uma combinação adequada de capacidades nucleares, convencionais e defesa antimíssil, além de capacidades espaciais e cibernéticas. Os aliados reafirmaram o seu compromisso em manter a superioridade em combate, assegurando que estão a construir um futuro mais forte para a NATO e para a Europa.